Ana Victória | Nutricionista | Impacto Mais
Cuidar da saúde da mulher é, antes de tudo, um exercício de escuta. Escuta do corpo, dos ciclos, das emoções e das histórias que cada mulher carrega. É nesse território, onde ciência e sensibilidade caminham juntas, que atua a nutricionista Ana Victória.
A escolha pela Nutrição nasceu da própria vivência. Foi ao buscar compreender o próprio corpo e melhorar a própria saúde que Ana percebeu o poder transformador da alimentação. Com o tempo, entendeu que esse impacto precisava ir além. Precisava alcançar outras mulheres, especialmente porque o corpo feminino é mais sensível, cíclico e profundamente influenciado por hormônios, estresse e contexto de vida.
Quando o corpo fala, é preciso ouvir
No consultório, Ana não recebe apenas exames alterados. Recebe mulheres cansadas, frustradas, culpadas e, muitas vezes, desconectadas do próprio corpo.
Cansaço extremo, inchaço frequente, alterações de humor, constipação, dificuldade de emagrecer mesmo “fazendo tudo certo” e mudanças no apetite ao longo do mês são sinais comuns, e não deveriam ser ignorados.
“Esses sinais não são normais. Eles pedem atenção, cuidado e escuta, não julgamento.” A empatia, nesse contexto, não é um diferencial. É parte do tratamento.
Ciclos, hormônios e alimentação
A alimentação influencia diretamente a produção hormonal, os processos inflamatórios, o metabolismo energético e a saúde intestinal — eixo central do bem-estar feminino. Dietas restritivas e mal planejadas costumam desregular o ciclo menstrual, piorar sintomas de TPM, aumentar a fadiga e impactar o humor.
Quando a Nutrição respeita as demandas do corpo feminino e é pensada de forma estratégica e individualizada, é possível aliviar cólicas, fadiga e alterações de humor sem promessas milagrosas — apenas com ciência e constância.
Saúde antes da estética
Muitas mulheres chegam ao consultório pressionadas por padrões irreais. Para Ana, esse é um dos maiores desafios da Nutrição atual.
“O foco precisa sair da culpa e ir para a saúde. Quando isso acontece, o corpo responde melhor. A estética vem como consequência.”
Ao priorizar parâmetros hormonais, metabólicos e comportamentais, a mulher deixa de viver ciclos de restrição e abandono e passa a construir algo sustentável.
Cada fase da vida pede um cuidado diferente
Adolescência, vida adulta, gestação e climatério exigem estratégias nutricionais distintas.
O erro mais comum é tratar todas essas fases da mesma forma. “O corpo muda. O metabolismo muda. A Nutrição precisa acompanhar essas transformações.”
Alimentação e saúde emocional caminham juntas
Privação energética e dietas extremas afetam diretamente a saúde mental. Ansiedade, irritabilidade e desregulação emocional são consequências frequentes — e, em casos mais graves, pode haver o surgimento de transtornos alimentares.
Construir uma relação mais gentil com a comida não significa ausência de estratégia. Significa coerência entre objetivo, fisiologia e rotina.
Informação é empoderamento
Para Ana, informação nutricional é uma poderosa ferramenta de autonomia feminina. Quando a mulher entende o próprio corpo, deixa de ser refém de dietas da moda e promessas vazias.
Oscilações hormonais não são fraqueza.
O ciclo menstrual influencia apetite, desempenho e composição corporal. Saúde não se constrói com extremos. O impacto vai além da mulher. Cuidar da saúde feminina transforma famílias inteiras. Mulheres costumam ser o eixo do cuidado dentro dos lares. Quando elas se fortalecem, o impacto é coletivo.
O que Ana mais observa em suas pacientes é a mudança silenciosa: mais clareza, menos culpa e uma relação mais saudável com o próprio corpo.
Uma mensagem final
“Seu corpo não precisa ser aceito de qualquer forma. Ele precisa ser saudável, forte e funcional. Eu sei, pela minha própria história, que mudar é possível. Não é fácil, mas é possível quando existe estratégia, constância e respeito ao processo.”
Antes de ser nutricionista, Ana também tentou atalhos e restrições desnecessárias. Quando entendeu que a alimentação é o alicerce e que saúde se constrói no dia a dia, tudo mudou. Hoje, ela vê essa transformação se repetir em cada mulher que aprende a ouvir o próprio corpo, e a cuidar dele com consciência.
