Pedro aprendeu a sonhar de novo
quando a oportunidade veio antes da vitória

Pedro chegou ao Instituto Pensando Bem sem cinturões, sem medalhas, sem plateia. Chegou como tantos outros jovens da Favela do Inferninho: com o coração pesado, o olhar atento demais ao chão e uma pergunta atravessando os dias — há mesmo espaço para sonhar?
Naquele território onde a sobrevivência costuma ocupar todo o tempo, sonhar parecia luxo. Algo distante, quase impronunciável. Como uma porta trancada no fim das vielas. No vídeo “Do Inferninho ao Céu – A transformação através da oportunidade”, Pedro aparece exatamente nesse ponto da história: antes do ringue, antes da glória, antes de acreditar plenamente em si.
O primeiro passo não foi lutar.
Foi ser visto.



Quando entrou pela primeira vez no Beco Céu, espaço onde hoje pulsão educação, tecnologia, arte e convivência, Pedro atravessou uma ponte invisível. O chão era o mesmo, mas algo se rearranjou por dentro. Alguém acreditava. E quando alguém acredita em você antes mesmo de você conseguir, o mundo muda de lugar.
Só depois veio o ringue.
Antes, veio a oportunidade.
Quando o chão vira ponte




Antes das ações do “Pensando Bem”
Há lugares onde o futuro parece um corredor estreito, com portas quase sempre fechadas. Na Favela do Inferninho, por muito tempo, era assim: talento sobrando, oportunidades faltando. Sonhos existiam — mas sem endereço certo para morar. Até que alguém decidiu fazer diferente.
Em 2020, numa garagem simples, nasceu o Instituto Pensando Bem. Não como um projeto distante, mas como um gesto íntimo de quem conhecia cada esquina, cada medo e cada potência daquele território. Rutênio Florêncio, fundador do instituto, cresceu ali. E cresceu entendendo que educação, cultura, esporte, tecnologia e qualificação profissional funcionam como chaves — não abrem tudo de uma vez, mas destrancam a primeira porta. E a primeira porta muda tudo.
O Pensando Bem surgiu para isso:
transformar o chão em pontes




Após iniciativa do “Pensando Bem”
Do ponto de partida ao primeiro salário
Para quem nunca teve referências próximas de trabalho formal, o emprego parece um lugar abstrato, quase inalcançável. No Pensando Bem, ele passa a ser concreto. Pessoas que nunca tinham assinado a carteira passaram a viver o impacto simples — e revolucionário — do primeiro salário.
O dinheiro que chega no fim do mês não é só renda. É dignidade. É autonomia. É a possibilidade de ajudar em casa sem pedir desculpas por existir.
Hoje, centenas de pessoas já foram inseridas no mercado de trabalho. Gente que antes sobrevivia de bicos, da informalidade ou da incerteza diária, agora planeja. E planejar é um luxo que só existe quando o amanhã deixa de ser ameaça.
Em 2020, numa garagem simples, nasceu o Instituto Pensando Bem. Não como um projeto distante, mas como um gesto íntimo de quem conhecia cada esquina, cada medo e cada potência daquele território. Rutênio Florêncio, fundador do instituto, cresceu ali. E cresceu entendendo que educação, cultura, esporte, tecnologia e qualificação profissional funcionam como chaves — não abrem tudo de uma vez, mas destrancam a primeira porta. E a primeira porta muda tudo.
Pedro foi uma dessas pessoas.
Antes de ser campeão, ele aprendeu a ter horizonte.
Voltar a estudar, para muitos, é como reaprender a respirar depois de muito tempo submerso. Cursos de gastronomia, tecnologia, empreendedorismo e qualificação profissional abriram caminhos para quem acreditava que aprender já não era mais para si.
Mais de 2.517 pessoas qualificadas e 154 capacitações realizadas contam essa história. Mas os números não explicam o que acontece por dentro: a autoestima que se reorganiza, a vergonha que dá lugar à curiosidade, o medo que se transforma em vontade. Quando alguém aprende uma nova habilidade, aprende também a se enxergar de outro jeito.
O maior impacto do Pensando Bem talvez não esteja no emprego nem no diploma, mas no sonho que deixa de ser fantasia. Jovens que nunca se imaginaram em determinados espaços agora se veem capazes. Crianças passam a crescer cercadas de exemplos reais — gente parecida com elas, do mesmo lugar, vencendo.
Pedro aprendeu que sonhar não é esperar.
É treinar.
É insistir.
É construir.
O sonho, ali, deixa de ser fuga da realidade e vira projeto de vida.
O Pensando Bem não chega com soluções prontas. Ele age como quem rega uma árvore que já existe. A favela não é vista como solo seco, mas como terra fértil que só precisava de cuidado contínuo.
Por isso, tudo nasce no território e com o território.
Os moradores não são público-alvo.
São protagonistas.
https://youtu.be/RW7Ayyss6jI?si=zvNGHlzSsP52Z83b
Pizza do Céu: quando o trabalho também ilumina a noite

Em 2025, o instituto criou o Pizza do Céu, um negócio social onde cada fatia sustenta algo maior. Todo o lucro retorna para as ações do Pensando Bem, criando um ciclo em que trabalho gera impacto e impacto gera continuidade.
Mas o efeito vai além da economia. À noite, a favela passou a ter movimento, encontro, luz. O território ganhou vida onde antes havia silêncio. E isso muda a forma como as pessoas se veem — e como são vistas.
Projetos que constroem pessoas inteiras
No Educart, crianças e jovens encontram na arte uma forma de dizer quem são.
No Atletas do Bem, o esporte ensina disciplina, limites e pertencimento.
No FavTech, a tecnologia deixa de ser algo distante e passa a ser ferramenta de futuro.
Na Inclusão Produtiva, aprender e trabalhar caminham juntos.
É a soma desses pilares que cria transformação real: formação técnica com desenvolvimento humano.
Foi nesse ambiente que Pedro encontrou direção.
O ringue veio depois — como consequência.
Beco Céu: o espaço também educa
Onde antes havia abandono, hoje existe o Beco Céu – HUB de Inovação Social. Um lugar que prova que o ambiente em que se vive molda o que se acredita ser possível. Salas, cores, segurança, convivência. Mais de sete espaços dedicados a aprender, criar e sonhar. Quando o espaço muda, a mente acompanha.
O impacto que não se desfaz
Para os próximos anos, o sonho é expandir o modelo, levar o Beco Céu para outros territórios, alcançar mais famílias. Não como fórmula mágica, mas como prova de que quando alguém acredita primeiro, outros aprendem a acreditar também.
Pedro hoje é seis vezes campeão de MMA.
Mas sua maior vitória aconteceu antes do primeiro round.
A maior vitória do Pensando Bem não é apenas empregar, formar ou capacitar.
É ensinar que vencer não é exceção.
É possibilidade.
A vitória possível
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